Oi… 😉 🙂

Bem-vinde ao meu diário, um espaço onde irei compartilhar meus saberes e um pouco do universo que me cerca. Quero começar compartilhando um pouco sobre a minha relação com o tingimento natural e porque escolhi trabalhar com esta alquimia.

Você sabia que o primeiro registro conhecido sobre a utilização de corantes naturais é de 2600 a.C na China? Pois é, desde então diversos povos ao redor do mundo utilizam de plantas, cascas e minerais para tingimentos das mais variadas formas.

A técnica Shibori, por exemplo, se trata de uma técnica artesanal japonesa para tingir tecidos naturais. Cada etapa do processo interfere na coloração e padronagem do tingimento, desde a forma em que o tecido é manipulado, a espessura do tecido, até a intensidade do banho do corante.

O impacto da indústria da moda

Com a revolução industrial os corantes sintéticos substituem o conhecimento milenar de tingimento natural. Isso porque o tingimento sintético garante menos variações e imprevisibilidade do que os corantes naturais, características essenciais em um modo de produção que exige velocidade e quantidade.

Só agora conseguimos ver os impactos dessa indústria no meio ambiente. Ela está entre as cinco indústrias mais poluentes do mundo, é responsável por 8% do consumo de petróleo no mundo, cada calça jeans utiliza 5.196 litros de água durante seu ciclo de vida e ainda acumula diversas denúncias de abuso da mão de obra barata, normalmente configurada por mulheres e crianças não brancas.